ABIT vê espaço para início da queda dos juros
Os atuais níveis da taxa Selic seguem muito altos e têm provocado impactos significativos sobre a economia real, especialmente sobre a indústria, que depende intensamente de crédito para investir e produzir. Segmentos como o têxtil e de confecção sentem de modo particularmente forte os impactos negativos do custo financeiro elevado.
A inflação em 12 meses está em torno de 3,88%, acima do centro da meta, mas abaixo do teto. Mesmo considerando as novas incertezas geradas pela guerra no Oriente Médio e seus possíveis efeitos sobre os preços de energia, entendemos que seria possível dar um primeiro passo, ainda que cauteloso, na redução dos juros, sinalizando confiança na convergência inflacionária e oferecendo algum alívio à atividade econômica.
Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).
Editorial
A Sortimento Comunicação entende que a manutenção da taxa selic alta visa somente aumentar o lucro do sistema financeiro brasileiro e o endividamento de pessoas físicas e jurídicas, limitando e atrasando o crescimento do país. A inflação não pode ser combatida gerando endividamento ao cidadão e empresas. O COPOM tem mostrado tendencioso na gestão da taxa selic, pois começou a série de aumentos em setembro de 2024 sem qualquer motivo fundamentado, pois a economia do país naquela época apurava deflação no mês de agosto. A taxa selic aumentou por uma suposta crise em função da guerra entre Rússia e Ucrânia. Os aumentos seguintes foram atribuidos à desculpas esfarrapadas. Chega! O Brasil precisa de um Banco Central independente dos Bancos.
Fonte : Ricardo Viveiros & Associados — Oficina de Comunicação
