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Comércio em Minas fecha 2025 com crescimento moderado e sinais de resiliência

Comércio em Minas fecha 2025 com crescimento moderado e sinais de resiliência

O varejo restrito em Minas Gerais, que comercializa bens essenciais, registrou queda de -0,3% em dezembro de 2025 em relação a novembro, conforme análise do Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG utilizando os dados mais recentes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE.

Apesar do desempenho negativo no mês, o varejo restrito no estado teve desempenho positivo na comparação com dezembro de 2024 e no acumulado em 12 meses. O varejo ampliado conseguiu se manter com taxas positivas em todas as frentes de análise para dezembro no estado, com destaque para a elevação de 5,4% registrada na comparação entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024.   

O resultado para o cenário nacional também foi negativo para o varejo com queda de -0,4% no último mês do ano.  Os únicos grupos com alta em dezembro no Brasil foram: “Combustíveis e lubrificantes” (0,3%) e “Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação” com (6,0%).

O varejo obteve crescimento no estado na comparação entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024 quando teve alta de 1,7%. As atividades com melhor desempenho no período foram: “Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação” (18,9%) e “Outros artigos de uso pessoal e doméstico “(10,9%).

Na mesma base de comparação, o país registrou elevação das atividades do varejo de 2,3%, taxa superior à registrada em mesmo período de 2024 (1,4%). Os grupos de “Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação” (31,1%) e “Móveis e eletrodomésticos” (6,9%) foram as atividades de destaque no âmbito nacional.

Quando se compara o desempenho do varejo nos 12 meses de 2025, Minas Gerais apresenta crescimento de 1,8%, repetindo o resultado verificado para o acumulado até novembro. De janeiro a dezembro, as atividades de maior desempenho foram “Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos” (9,3%), e “Outros artigos de uso pessoal e doméstico” (5,9%).

O resultado positivo do estado no ano sinaliza a resiliência de determinados segmentos das atividades, apesar dos desafios impostos pela conjuntura econômica, tais como as altas taxas de juros.

O Brasil teve alta de 1,6% nos 12 meses do ano passado indicando aceleração moderada com destaque para o comércio “Móveis e eletrodomésticos” (4,5%), e “Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos” (4,5%).

Comércio ampliado

O comércio ampliado teve alta de 0,1% no mês de novembro em relação ao mês anterior em Minas Gerais enquanto a média nacional registrou desaceleração de -1,2%. As atividades: “Veículos, motocicletas, partes e peças” (2,4%) e “Material de construção” (-2,8%) foram as que apresentaram as maiores retrações no país.

O melhor resultado no comércio ampliado do estado foi registrado na comparação do resultado de dezembro de 2025 com dezembro de 2024 quando foi registrada alta de 5,4%. No mesmo período de 2024, o estado registro desaceleração de -0,1%.

O comércio de “Veículos, motocicletas, partes e peças”, com alta de 7,5%, “Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo”, com desempenho de 22,4% e “Material de construção”, que teve elevação de 3,9%, foram os melhores resultados para o ampliado do estado na comparação anual.

Na mesma base de comparação, o país registrou uma aceleração de 2,8% no comércio ampliado e as atividades de destaque no período foram: “Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo”, com 9,7% de crescimento e “Veículos, motocicletas, partes e peças”, com alta de 0,7%.

Entre janeiro e dezembro de 2025, o varejo ampliado teve desempenho positivo tanto no estado quanto no país. Em Minas, o crescimento foi a 0,7% com melhor desempenho de duas das três atividades do ampliado: “Veículos, motocicletas, partes e peças” com estabilidade de 0,0%, e “Material de construção”, com 2,0%.

A média nacional foi de alta de 0,1% que, ainda assim, teve queda de todas as atividades analisadas no acumulado em 12 meses. As atividades de “Material de construção” apresentaram desaceleração de-0,2%, “Veículos, motocicletas, partes e peças” retraíram -2,9% e “Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo” registrou desaceleração de -2,3%.

Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG, explica que apesar da retração pontual observada em dezembro, esse movimento está muito mais associado a um ajuste de curto prazo do que a uma reversão de tendência. “Quando ampliamos a análise para a comparação com dezembro do ano anterior e para o acumulado em 12 meses, percebemos que o comércio mineiro segue apresentando crescimento, ainda que em ritmo moderado. No comércio ampliado, Minas Gerais demonstra desempenho relativamente mais consistente do que a média nacional, especialmente em veículos e no atacado de alimentos. Isso indica que, mesmo diante de juros elevados e de um ambiente de crédito mais restritivo, o varejo mantém resiliência, sustentado por setores específicos e por uma demanda que segue ativa, embora cautelosa”, descreve Martins.