Copa do Mundo FIFA 2026 : Ancelotti fracassa nas modificações e Noruega elimina o Brasil
A Noruega eliminou o Brasil da Copa do Mundo FIFA 2026 ao vencer por 2 a 1 no domingo (05/07), no MetLife Stadium (Nova York/Nova Jersey). Diante de um público eletrizante nas oitavas de final, os comandados de Carlo Ancelotti pecaram pela falta de pontaria e foram castigados pelo faro de gol de Erling Haaland, que balançou as redes duas vezes no segundo tempo. Neymar descontou nos acréscimos com gol de pênalti. Com o revés, a Seleção Brasileira amarga sua pior campanha em Mundiais desde 1990, caindo antes das quartas de final e mantendo um incômodo tabu histórico de nunca ter vencido os nórdicos no futebol masculino.

Melhores lances e gols
- Pênalti perdido (13′ 1ºT): Matheus Cunha foi derrubado na área e, após intervenção do VAR, o árbitro assinalou a penalidade máxima. Bruno Guimarães assumiu a cobrança, mas bateu fraco no canto esquerdo, facilitando a defesa do goleiro Nyland.
- Milagre de Alisson (43′ 1ºT): Haaland brigou pela bola e ela sobrou na esquerda com Martin Odegaard, que finalizou rasteiro para uma defesa salvadora de Alisson Becker.
- Inacreditável de Endrick (13′ 2ºT): Logo em seu primeiro minuto em campo, o jovem recebeu um passe magistral de três dedos de Vinicius Júnior, saiu cara a cara com o goleiro, tentou dar o toque por cobertura, mas a bola foi para fora.
- Gol da Noruega (34′ 2ºT): Em jogada ensaiada pelos suplentes da etapa inicial, Andreas Schjelderup cruzou com precisão pela esquerda. Erling Haaland antecipou-se ao zagueiro Gabriel Magalhães e testou firme no canto, abrindo o placar.
- Segundo gol da Noruega (44′ 2ºT): Aproveitando o desespero e o espaço na defesa brasileira, Erling Haaland recebeu na quina esquerda da área e bateu cruzado e rasteiro de perna esquerda, ampliando a vantagem.
- Gol de honra do Brasil (54′ 2ºT): Já nos acréscimos, Leo Ostigard atingiu Casemiro com o braço dentro da área. Neymar assumiu a responsabilidade e deslocou o goleiro Nyland para balançar as redes, mas já era tarde para uma reação.

Escalações e desenho tático
As duas equipes apostaram em posturas bem definidas, com a Noruega ditando o ritmo da posse de bola (66% contra 34% do Brasil) no gramado de East Rutherford.
BRASIL (4-2-3-1) NORUEGA (4-1-2-3)
Alisson Nyland
Danilo Marquinhos Gabriel D. Santos Ryerson Ajer Heggem Wolfe
Casemiro B. Guimarães P. Berg
Rayan M. Martinelli Vini Jr. S. Berge M. Odegaard
Matheus Cunha Sorloth Haaland Nusa
- Brasil (Técnico: Carlo Ancelotti): Alisson Becker; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães (Éderson, 78′ 2ºT); Rayan (Neymar, 67′ 2ºT), Gabriel Martinelli (Danilo Santos, 67′ 2ºT) e Vinicius Júnior; Matheus Cunha (Endrick, 58′ 2ºT).
- Noruega (Técnico: Ståle Solbakken): Ørjan Nyland; Julian Ryerson (Fredrik Aursnes, 63′ 2ºT), Kristoffer Ajer, Torbjørn Heggem e David Møller Wolfe (Leo Østigård, 95′ 2ºT); Patrick Berg, Sander Berge e Martin Ødegaard; Alexander Sørloth (Oscar Bobb, 46′ 2ºT), Erling Haaland e Antonio Nusa (Andreas Schjelderup, 46′ 2ºT).

Substituições que mudaram o jogo
As mexidas dos treinadores ditaram o rumo do segundo tempo. Pelo lado norueguês, Ståle Solbakken foi cirúrgico no intervalo: tirou a velocidade de Nusa e a imponência física de Sørloth para ganhar dinamismo com Oscar Bobb e Andreas Schjelderup pelas pontas. A alteração deu resultado direto, pois foi de Schjelderup a assistência perfeita para o primeiro gol de Haaland.
Já o italiano Carlo Ancelotti fracassou nas substituições. A seleção desabou sem esquema de jogo e sem jogadas ensaiadas. Um bando de jogadores em campo. O técnico brasileiro colocou Endrick para dar agressividade, e posteriormente Neymar e Danilo Santos para tentar reter a bola, mudando o esquema para ter Neymar como falso 9. Apesar do abalo psicológico e da pressão no abafa final — que rendeu uma bola na trave e o pênalti convertido por Neymar —, o sistema defensivo norueguês se portou de forma impecável para garantir a classificação inédita às quartas de final.


