Dia dos Pais 2026 : deve movimentar R$ 221 milhões no comércio de Porto Alegre
Dia dos Pais deve movimentar R$ 221 milhões no comércio de Porto Alegre – crescimento de 15,1% em relação aos R$ 192 milhões estimados em 2025, e reforça consumidor mais consciente nas escolhas. Apesar da intenção de presentear ter recuado de 57,2% para 51,9%, o consumidor que pretende ir às compras deve desembolsar, em média, R$ 383,10, valor 12% superior ao registrado no ano passado. As lojas de rua ganham espaço na preferência dos consumidores. A projeção é do levantamento realizado pelo Sindilojas Porto Alegre.
Projeção : vendas Dia dos Pais 2026 em Porto Alegre
Assim como os últimos levantamentos realizados pela entidade, esta edição também mostra que o orçamento segue sendo administrado com cautela. O ticket médio por presente passou de R$ 250 para R$ 261,79, praticamente acompanhando a inflação do período (4,8%), enquanto o número médio de presentes por consumidor aumentou de 1,30 para 1,46. Na prática, quem decidiu comprar pretende concentrar mais recursos na data, mantendo o presente como uma prioridade dentro do orçamento familiar.
Quanto às formas de pagamento, Pix à vista e cartão de crédito parcelado aparecem empatados, com 32,2% da preferência cada. O resultado indica um consumidor dividido entre aproveitar descontos para pagamento imediato e preservar o orçamento por meio do parcelamento.
Para o presidente do Sindilojas Porto Alegre, Arcione Piva, a pesquisa mostra que há espaço para bons resultados, mas o consumidor está mais atento ao valor entregue. “Os números mostram um cenário positivo para o varejo, mas também deixam claro que o consumidor está mais criterioso. Ele pesquisa, compara e espera encontrar atendimento qualificado, preço justo e uma experiência que faça diferença. O lojista que entender esse comportamento terá melhores condições de transformar o movimento da data em vendas”, observa.
Consumidor exigente
A pesquisa ainda mostra um consumidor mais exigente. Conhecer o gosto de quem será presenteado (47%), comprar algo de que a pessoa realmente precisa (35,2%) e avaliar preço (27,3%) e qualidade (27,3%) aparecem entre os principais critérios de decisão. Dentro do negócio, o bom atendimento (35,3%), o preço acessível (33,3%) e o condições de pagamento (13,7%) seguem sendo os fatores que mais estimulam o retorno à loja.
Na escolha de onde comprar, a loja física, permanece dominante, sendo a opção de 76,5% dos entrevistados. O destaque é o avanço das lojas de rua, que passaram de 43,8% para 61,3% da preferência entre os consumidores que comprarão presencialmente. Já o comportamento omnichannel também ganha força: a compra combinando canais físicos e digitais subiu de 2,2% para 8,8%, enquanto aplicativos das lojas (47,8%) e sites das lojas (34,8%) ampliam espaço entre as compras online.
Fonte : Juliane Soska | Comunicação e Marketing Sindilojas Porto Alegre


